Para melhorar as coisas para o Peixe, logo aos seis minutos, o zagueiro Anderson, mostrando total desatenção, acabou marcando um gol contra de forma bisonha. Sozinho, ele poderia até dominar o cruzamento de Danilo, mas acabou cabeceando para a própria meta.
zagueiro Anderson, do Coelho, em jogada atrapalhada.
Com o resultado, o Santos deu um salto na tabela. Saiu da 17ª para a 11ª posição, agora com oito pontos e um jogo a menos que a maioria de seus concorrentes (o clássico contra o Corinthians, que seria disputado no último dia 19, passou para 10 de agosto). O Coelho segue na zona de rebaixamento. Está em 18º, com cinco pontos.
O JOGOOs dois times entraram em campo buscando sair do grupo dos quatro últimos colocados, apesar de o Santos ter entrado em campo com a vantagem de um jogo a menos que o América-MG. Marcação sempre forte e atenta, tentando sufocar as saídas de bola do Coelho. Ao menos nos minutos oficiais, o Peixe mostrou que voltou a dar todas as atenções ao Brasileirão, após a ressaca pela conquista da Taça Libertadores - no primeiro duelo após o título, a equipe foi derrotada pelo Figueirense (2 a 1). Já o Peixe, ao contrário do que ocorreu na última quarta-feira, em Florianópolis, esteve bem mais atento. Tudo bem que voltou a apresentar dificuldade na armação de jogadas. Alex Sandro, que é lateral-esquerdo, foi escalado no meio para puxar o time à frente. Só que, como ala, ele tem o hábito de carregar demais a bola, o que acabou atrapalhando as jogadas em determinados momentos. Um exemplo da falta que Elano, Ganso e Neymar, todos servindo à Seleção Brasileira, fazem à equipe.
O América tentava sair em velocidade para o jogo, mas tinha dificuldades para entrar na área santista. Até chegou a arriscar chutes de fora, mas Rafael não fez nenhuma defesa difícil. A dupla de ataque do Coelho, formada por Fábio Júnior e Alessandro, estava isolada à frente, pois Rodriguinho, bem marcado, não conseguia se aproximar. Assim, era comum ver um dos homens de frente, Fábio Júnior, principalmente, voltando para buscar a bola na intermediária.
Cabia então ao time alvinegro depender de alguma investida mais esperta de Arouca e Danilo, que acabou saindo, machucado, ainda no primeiro tempo. No entanto, foram poucas as oportunidades em que os volantes apareceram bem. Em uma delas, a bola foi passada para Pará, que apareceu livre, de frente para o goleiro, e conseguiu fazer o mais difícil: chutou para fora.
SEGUNDO TEMPO
Logo no início do segundo tempo, o Santos perdeu Alex Sandro, que era o jogador que levava o time à frente. Ele sentiu uma fisgada na coxa direita. Como Danilo já havia saído, Muricy Ramalho colocou em campo dois volantes mais defensivos, Possebon e Charles. Assim, o Peixe passou a atuar mais recuado.
A equipe alvinegra apresentava força na marcação e conseguia roubar a bola, mas não sabia o que fazer com ela, já que faltava criatividade. Roger Gaúcho, único meia de ofício em campo, apresentava um relacionamento conturbado com a bola, que insistia em lhe escapar dos pés. Borges sofreu com essa inoperância da equipe branca. Passou o jogo todo brigando entre os zagueiros, observando o jogo de longe.
O América tentou se aproveitar disso. O técnico Mauro Fernandes colocou em campo o meia Fabrício no lugar do volante William Rocha. Com essa alteração, o Coelho passou a se aproximar mais da área santista e até a levar algum perigo. Houve, de fato, um esboço de pressão mineira. Faltou, porém, maior capricho nas finalizações. Com um time sem criatividade e outro sem pontaria, o jogo caiu demais, ficou chato e se arrrastou lentamente até o fim. Uma tortura para os quase seis mil torcedores que compareceram ao Pacaembu.
| Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Alex Sandro (Charles), Danilo (Possebon) e Roger Gaúcho (Bruno Rodrigo); Rychely e Borges | Flávio, Marcos Rocha, Anderson e Gabriel; Glauber (Kempes), Dudu, Willian Rocha (Fabrício), Rodriguinho (Netinho) e Gilson; Alessandro e Fábio Júnior |
| Técnico: Muricy Ramalho | Técnico: Mauro Fernandes |
| Gols: Anderson (contra), aos 6 minutos do primeiro tempo; | |
| Cartões amarelos: William Rocha, Marcos Rocha (América) | |
| Local: Pacaembu. Data: 2/7/1975. Ártibro: Wilton Pereira Sampaio (DF), auxiliado por Márcia Lopes Caetano (RO) e Marrubson Melo Freitas (DF). Público e renda: 5.912 pagantes/R$ 110.395 | |

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